Vou ter de dividir o meu relato em 3 publicações! Quanto à alimentação que fiz no período pré-férias foi uma alimentação saudável e normal. Como o primeiro dia ia ser passado em viagem de barco, e como os produtos que são servidos no bar do barco são muito pouco saudáveis, numa ida às compras resolvi comprar umas bolachas que fossem saudáveis para poder trincar caso me desse fome e deste modo resistir às tentações do bar do barco! Só que nessa ida às compras tinha pouquíssimo tempo e não consegui andar a ler os rótulos das bolachas, então agarrei umas que vinham em pacotinhos individuais, que eram digestivas e que diziam não ter açúcar. Quando cheguei a casa, ao arrumar as compras na despensa fui rapidamente ler o rótulo! De facto as bolachas não tinham açúcar mas os ingredientes começavam logo da pior maneira! Farinha de trigo, gorduras não sei das quantas, etc. Abri logo um pacote para perceber o sabor das bolachas. Parti uma, notava-se perfeitamente que eram carregadinhas de gorduras, o cheiro e o sabor eram demasiado artificiais. Até nem tinham muitas calorias, mas lá está, eram calorias más! Já nem as levei na viagem! No dia seguinte à viagem a primeira coisa que fiz mal acordei foi ir às compras com calma para fazer escolhas sensatas e saudáveis. Era 8 e pouco da manhã, primeiro parei no bar do supermercado e comi uma sandes mista de pão integral de sementes e um galão com meio pacote de açúcar. Eu sei que podia ter abdicado do açúcar, até porque no dia-a-dia bebo sem açúcar, mas estava de férias por isso resolvi adoçar um pouco! Deram-me dois pacotinhos de açúcar, só usei metade de um, portanto acho que me portei bem! Nisto senta-se ao meu lado uma mãe com duas crianças. Repito, eram 8 e pouco da manhã. A mãe sentou as miúdas (uma delas com pouco mais de um ano), foi ao bar e regressou com um pacote de M&Ms para cada uma. Fiquei horrorizada e escandalizada!!! Um pacote de M&Ms logo pela manhã? A sério?! Eu nem sou de reparar no que as outras pessoas consomem, mas aquela situação chocou-me. Nem quero pensar que aquele pacote de M&Ms poderá ter sido o pequeno almoço daquelas crianças! Acho que há alturas do dia mais oportunas para dar guloseimas às crianças. Mas quem sou eu para julgar? Adiante. Segui para as compras pois queria abastecer-me de produtos para o pequeno-almoço pois assim não só poderia garantir um pequeno almoço mais saudável todos os dias como também mais económico. Comprei fruta, iogurtes magros, leite, fiambre, queijo creme com ervas (porque cá não há e já tinha saudades). Também comprei pão. Depois de procurar entre as dezenas de variedades lá encontrei um que preenchia todos os requisitos. Chamava-se pão Prokorn. Bastante nutritivo pois tinha imensas sementes, vários tipos de farinhas saudáveis, tinha uma boa textura e o sabor era razoável. Comprei também bebida de cereais solúvel para que o leite não fosse sempre branco. Por fim fui à zona das bolachas. Havia até uma secção só de produtos para quem está de dieta com bolachas para todos os gostos. Tinha tempo, por isso fui lendo os rótulos com calma. O que é que constatei? Que essas bolachas que supostamente são super saudáveis e boas para quem está de dieta são uma farsa! Todas elas compostas essencialmente por farinha de trigo, gorduras e mais gorduras e açúcares escondidos. É tudo uma questão de marketing. Para além de que são caríssimas! Fujam delas! Não me dei por vencida. Fui à zona das bolachas normais e encontrei umas bolachas da marca Continente, que se chamavam mesmo "Bolachas de Pequeno-Almoço". Finalmente alguma coisa de jeito! Bolachas com 70% de cereais (trigo, aveia, trigo integral, cevada, centeio). No entanto diziam conter açúcar e algumas gorduras mas como não eram dos primeiros produtos da lista de ingredientes, menos mal. Eram bastante agradáveis, até foi o meu marido quem comeu mais vezes dessas bolachas porque eu fiquei-me quase sempre pelo pão com fiambre ou com queijo creme. Quando o pão Prokorn acabou fui comprar e dessa vez optei por pão de sementes. Com uma lista de ingredientes muito semelhante ao pão Prokorn, mas com um sabor mais agradável. Antes de irmos de viagem o meu marido perguntou se não queria levar a balança comigo! Íamos viajar com carro portanto não custava nada! Mas achei desnecessário! No entanto ao fim de 3 dias de lá estar senti-me imensamente arrependida por não a ter levado e acabei por ir aos chineses comprar uma analógica (a minha é digital), para desenrascar. Há uma situação caricata em torno da balança mas isso fica para o próximo capítulo! Até lá!